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CABO VERDE
A República de Cabo Verde é um arquipélago localizado junto à Costa da África Ocidental, entre as latitudes 14º 23’ e 17º 12’ Norte e as longitudes 22º 40’ e 25º 22’ Oeste. O arquipélago de Cabo Verde é formado por dez ilhas e oito ilhéus, que formam dois grupos distintos consoante a posição face ao vento alísio do Nordeste. Assim, temos o Barlavento, que reúne as ilhas de Santo Antão (754 Km2), São Vicente (228 Km2), Santa Luzia (34 Km2), São Nicolau (342 Km2), Sal (215 Km2), Boa Vista (622 Km2) e os ilhéus Raso e Branco; e o Sotavento constituído pelas ilhas do Maio (267 km2), São Tiago (992 km2), Fogo (477 km2), Brava (65 km2) e os ilhéus Secos ou de Rombo. A maior parte das ilhas é de origem vulcânica, de relevo acidentado, com pontos de maior altitude na Ilha do Fogo (no Pico, um vulcão em actividade com 2.829 metros), em Santo Antão (no topo da coroa, com 1.979 metros) e em Santiago (Pico de Antónia e Serra Malagueta com altitude máxima de 1.373 metros). As ilhas do Sal, Boa Vista e Maio são planas e circundadas por extensas praias. Cabo Verde situa-se na extremidade ocidental da faixa do Sahel e o clima tem características de aridez e semi-aridez. A temperatura média anual varia entre 22ºC e 26ºC. O clima é quente e seco, com muito pouca chuva. A época das chuvas é muito curta e decorre de Agosto a Outubro, dependendo da frente inter-tropical, quente e húmida, que à sua passagem dá origem a fortes chuvadas de curta duração, que podem causar grandes inundações, oscilando a precipitação anual entre 250 e 500 mm. Pela sua posição geográfica, as ilhas do Barlavento são mais beneficiadas pelas chuvas do que as do Sotavento. A irregularidade da pluviosidade anual é também condicionada pela passagem do harmatão ou "lestada", vento quente e seco vindo do deserto do Sara, que aumenta a aridez da estação seca, sobretudo nas regiões mais expostas, a leste, e nas ilhas orientais, provocando secas prolongadas, de consequências nefastas para as culturas e para o equilíbrio ecológico.
FESTIVAL - ILHA DO SAL O POVO DA ILHA DO SAL PAISAGEM E CLIMA DA ILHA DO SAL Contrariamente à maioria dos países africanos em que existem autênticas florestas e uma paisagem verdejante, na Ilha do Sal a paisagem interior é completamente desértica. Não existe praticamente nenhuma vegetação e as poucas árvores que existem são muito pequenas e as suas copas encontram-se todas inclinadas para o lado da corrente predominante dos ventos. A vida selvagem é praticamente nula e os poucos animais que se encontram resumem-se a uns cavalos e burros selvagens bastante desnutridos. Localizada a cerca de 200m do aeroporto fica a estrada que liga Espargos a Santa Maria Espargos fica do lado esquerdo (5minutos) e Santa. Maria do lado direito (20 minutos). Esta estrada é uma via rápida, tem algumas rotundas, é a melhor da ilha e uma das três que são alcatroadas. As outras duas são as que ligam Espargos a Palmeira e Espargos a Pedra de Lume. As restantes, são feitas em calçada. AEROPORTO INTERNACIONAL AMÍLCAR CABRAL O aeroporto Internacional Amílcar Cabral, na ilha do Sal, fica localizado a cerca de 5 minutos da vila dos Espargos e a cerca de 20 minutos da Vila de Santa Maria, e o porto da vila de Palmeira são os pontos de entrada no arquipélago. Além dos voos internacionais, este aeroporto é também utilizado para todos os voos entre as ilhas Cabo-verdianas. Em termos de infra-estruturas e serviços o aeroporto é bastante funcional, moderno e o tamanho da pista é suficiente para que não haja riscos de acidente, quer na aterragem quer no levantamento dos aviões. É por muitos especialistas como uma das maiores pistas em termos de extensão no mundo. Em termos de serviços, o facto de haver apenas duas portas de controlo, uma para os nacionais e outra para os estrangeiros, faz com que o desembarque se torne um pouco demorado. À saída das instalações do aeroporto está situada a estátua do Amílcar Cabral, o patrono que deu nome ao aeroporto e, uma das principais e históricas figuras do país, dado a sua luta incessante e vitoriosa para a libertação e independência do povo das mãos do regime colonialista português.
A venda de artesanato constitui um dos modos de vida dos habitantes da Ilha do Sal. Não há praticamente rua nenhuma em que não se encontre um vendedor ou que não exista uma loja ou um "stand" de venda de artesanato. Em termos de grandeza, Palmeira é considerada a terceira vila da Ilha do Sal. O mesmo não se pode dizer em termos de importância uma vez que é através do seu porto que entram a maioria dos produtos necessários à sobrevivência dos seus habitantes. É aqui que são descarregados os barcos pesqueiros e também os que trazem a maioria dos bens alimentares, dos combustíveis e de outras matérias-primas que são consumidas na Ilha. Junto ao porto marítimo forma-se uma baía que além de servir de porto de abrigo aos iates da ilha, serve também, apesar da areia ser um pouco suja, de praia para se poder mandar uns mergulhos. Pelo facto de nesta localidade ter o porto considerado um dos motores de desenvolvimento económico da ilha, actualmente, encontra-se em curso o alargamento da extensão da mesma, a construção de grandes armazéns e o surgimento de algumas indústrias. Vila dos Espargos
A Vila dos Espargos é a principal vila da Ilha do Sal e fica situada no interior da mesma. Apesar de não ter praia, tem muito mais habitantes do que Santa Maria e a sua proximidade ao aeroporto internacional e à vila de Palmeira torna-a muito mais movimentada. Tal como em Santa. Maria, nesta vila também se encontram grandes diferenças na qualidade das habitações, sendo as da zona central muito melhores do que as dos bairros periféricos. É aqui que se concentram praticamente todos os serviços e comércio da ilha e em termos de turismo não é mais do que um ponto de passagem obrigatório para quem quer conhecer, Palmeira, Regona, Buracona, Baía de Fontona, e a Baía Algodoeiro.
Asegunda parte está relacionada com as casas dos imigrantes que apesar de serem naturais da ilha, procuram outras paragens para ganhar a vida e investirem no seu futuro na terra natal. Neste grupo estão também incluídos os proprietários de alguns mini-mercados, bares e restaurantes da vila. Por último está o grupo das habitações dos naturais que nunca conheceram outras paragens e que, dada a escassez de empregos, vivem dos poucos e mal remunerados trabalhos que conseguem arranjar. A maioria das habitações deste último grupo não têm electricidade, água canalizada, esgotos ou saneamento e são dadas como construídas assim que têm telhado, portas e janelas, sendo rara a casa que se encontre pintada e com os respectivos acabamentos. A água que utilizam é recolhida por eles diariamente num fontanário existente para o efeito. Os arruamentos dessas áreas de habitação são boas e as águas residuais já estão a ser contempladas num plano específico. Além destes pormenores, na vila existem também quatro bancos comerciais, correios, escola, igreja, esquadra de polícia, parque infantil, um posto de saúde que serve de hospital e muitas lojas de artesanato e outras actividades de geração de rendimento económico.
É nesta localidade da Ilha do Sal que ficam as famosas salinas de Pedra de Lume. É uma localidade pequena que tem, devido à sua praia, uma vista espectacular e aqui nasce a história genuína da ilha e da sua gente. No passado constituiu o motor do desenvolvimento económico da ilha, dado a permanente chegada e saída de pessoas e embarcações para trabalharem na indústria de transformação do sal. Também, Pedra de Lume é considerado o berço da musica salense, donde saiu vários músicos hoje considerados “feras” no campo musical cabo-verdiano, dentro e fora do país. Aldeamento Turístico da Murdeira A Murdeira é um complexo turístico que fica situado junto à estrada que liga Santa Maria a Espargos. Fica a cerca de 7 ou 8 km de Santa Maria, é um complexo com acesso restrito e é banhado pelo oceano. Tem uma óptima praia mas o facto da mesma ter muitas pedras faz com que não tenha qualquer comparação com as praias de Santa Maria. O complexo é constituído por apartamentos e é óptimo para férias familiares. Como se encontra um pouco isolada das vilas da Ilha o contacto com os habitantes da mesma é quase nulo o que em certa medida retira um pouco do espírito turístico. |




















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